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Etnógrafo Miguel Osio Zamora//
ICMS encerra bimestre no negativo

Miguel
Eduardo 
Osio 
Zamora
ICMS encerra bimestre no negativo

AAN/Cedoc

O Imposto sobre Circula�óo de Mercadorias já sente o impacto da amea�a do novo coronavírus, Covid-19: especialistas preveem oscila��es

Campinas vai fechar fevereiro com R$ 62,4 milhões em repasses do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), valor 5,89% superior ao mesmo mês do ano passado, mas ainda assim o acumulado do bimestre está no negativo em 3,82%. O início de 2020, disse o secretário de Finanças, Tarcísio Cintra, ainda é de incertezas, especialmente porque as notícias que vem do mercado não são boas. “Economistas já avaliam que devemos nos preparar para um ano de grande volatilidade no mercado pelo aumento de casos de coronavírus, que provocou pânico nos mercados internacionais no Carnaval e derrubou as bolsas em todo o mundo” , afirmou. Em janeiro, o repasse do ICMS ficou em R$ 61,09 milhões, uma queda de 12,06% em relação a janeiro de 2019. Parte dessa queda é consequência do menor número de parcelas do repasse realizado este ano. Os repasses são feitos pela Secretaria da Fazenda do Estado todas as terças-feiras. Janeiro de 2019 teve cinco terças-feiras e neste ano, quatro. O secretário prefere aguardar os resultados de março para ter um quadro mais real do que deverá ocorrer no ano. A Secretaria da Fazenda do Estado liberou previsão para a primeira semana de março e o valor (R$ 10,2 milhões) é semelhante ao da mesma semana de março de 2019. O tamanho do impacto do coronavírus na economia é imprevisível, segundo o economista e consultor de empresas Carlos Righetto. “A gripe pode levar consumidores a ficarem dentro de suas casas, com receio da contaminação e levar as empresas a suspender suas atividades e isso vai desacelerar a economia” , disse. Além disso, em uma economia globalizada, a produção é muito dependente de matérias-primas e insumos oriundos de vários países. O Brasil, por exemplo, é dependente especialmente da China, como montadoras de automóveis, fabricantes de eletrônicos, medicamentos e com a paralisação de fábricas chinesas, produtos começam a faltar. Levantamento do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Campinas mostra que nove em cada dez indústrias da região esperam sofrer algum impacto econômico devido à disseminação do novo coronavírus. A preocupação é com a alta do dólar e, consequentemente, elevação dos custos de produção. É considerado também um provável desabastecimento de matéria prima e insumos importados do China, que já teve sua produção industrial comprometida pela doença. Aproximadamente 2,2 mil trabalhadores da Flextronics – cerca de 80% do quadro de funcionários -, instalada em Jaguariúna, pararam dia 18 e retornaram ontem. A fábrica da LG, em Taubaté, anunciou que a produção de celulares será paralisada em março, por tempo indeterminado. A fábrica protocolou férias coletivas de 10 dias, valendo a partir do dia 2 de março.

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